BEM VINDOS

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5 de nov de 2009

LEIA E DRAMATIZE


João e Maria
Era uma vez um menino chamado João e sua irmã Maria, que moravam em uma casa perto da floresta.
Um dia, sua mãe pediu que fossem buscar galhos secos para acender o fogo. Não pecisavam trazer muitos, apenas o bastante para acender a lareira.
- Não vão muito longe. Os galhos que temos aqui perto já servem, não vão se perder por aí...
- Pode deixar, mamãe, vamos voltar logo!
E lá se foram os dois procurar gravetos secos por ali, entre várias brincadeiras. Não queriam ir longe, mas estavam tão curiosos com a floresta que resolveram arriscar só um pouquinho.
Maria teve uma idéia genial: foi marcando todo o caminho, para saber por onde voltar: assim não iriam se perder. E bricaram à vontade.
Já estava querendo escurecer quando resolveram voltar. Maria foi logo procurando os pedacinhos de pão que deviam estar marcando o caminho, mas...
Os passarinhos que moravam ali estavam achando ótimo aquele lanchinho, e não deixaram nem um miolinho de pão sobrar. Não havia como achar o caminho de volta para casa. A idéia de marcar o caminho tinha sido ótima, mas não com pedacinhos de pão.
- Agora estamos os dois com fome e perdidos!
Andaram de um lado para outro, mas nada de encontrar o caminho de casa, cada vez mais escuro.
A noite já tinha chegado, quando João teve uma boa idéia:
- Vou subir na árvore mais alta e ver se encontro alguma casa para passarmos a noite.
Maria achou ótimo, pois já estava muito assustada com os ruídos da noite na floresta. E João encontrou alguma coisa:
- Tem uma luz daquele lado! Vamos lá ver!
Os dois correram na direção da luz acesa da casa mais próxima.
Ao chegarem, viram uma velhinha que parecia muito boazinha e sorridente.
- Venham cá! Venham, meus amiguinhos. Aqui vão encontrar muita comida gostosa.
(os dois estavam morrendo de fome)
Então viram a casa de perto:
- Uuuuau!
As paredes eram de chocolate com castanhas, o telhado era de brigadeiro, as portas de biscoito fresquinho, as janelas de gelatina, tudo enfeitado com caramelo, sorvete e balas coloridas. Uhmmm!
- Comam tudo, meus amiguinhos, é para vocês. Depois podem descansar em camas fofinhas e bem quentinhas. Amanhã acharemos a casa de vocês.
E os dois obedeceram contentes, e acabaram dormindo cansados de um dia tão cheio.
Acordaram antes do sol nascer, pensando que estavam na maravilhosa casa de doces.
Mas, que nada:
A casa tinha desaparecido como se fosse mágica. Em seu lugar havia uma horrível casa de bruxa, com morcegos e tudo.
Uma gargalhada terrível vinha da escada, por onde chegou a bruxa malvada com sua coruja:
- Pensaram que iam escapar, não? Vão ficar presos aqui para sempre, e nunca mais vou deixar que voltem para casa. Ha! Ha! Ha!
A bruxa mandou Maria para a cozinha preparar comida para todos: agora ela era a empregada da casa. Tinha que fazer todo o serviço, se não...
Prendeu João numa gaiola e disse:
- Menino: trate de ficar bem gordinho! Quando estiver pronto, vai virar o meu jantar especial. Ha! Ha! Ha!
Maria foi a primeira a reparar que a bruxa malvada não enxergava bem. Tudo ela trazia bem perto dos olhos para ver direito.
Para saber se João estava engordando bem, toda noite chamava o menino e mandava que mostrasse o seu dedinho da mão. Apertava bem, e dizia que ainda estava muito magrinho.
- Maria! Faça mais comida! Ele tem que engordar. Depressa!
João, preso na gaiola já nem sentia fome, de tão triste que estava. Queria voltar a ser livre, correr solto com seus amigos e brinquedos. Lembrava bem como isso era bom.
Maria tentava encontar uma saída para os dois, enquanto fazia o serviço sem nenhum brinquedo. Tinha saudades de tudo em casa mas, como enganar a bruxa e fugir?
Foi na cozinha que teve uma idéia:
Colocou para assar no espeto uma galinha, escondendo um ossinho comprido e bem fininho.
Quando levou a comida para João, disse a ele bem baixinho, para a bruxa não escutar:
- Esconda este ossinho para fingir que é seu dedo bem magrinho e enganar a bruxa. Ela não enxerga quase nada...
- Quietos aí! Quem disse que podem conversar?
Desse dia em diante, João sempre mostrava o ossinho para a bruxa apertar quando ela queria saber se ele já estava bem gordinho.
- Maria! Esse menino está magro como um palito. Faça mais comida!
E Maria fazia muitas coisas para que os dois ficassem bem fortes para poder fugir.
Em toda parte, a menina procurava o lugar onde a bruxa escondia a chave da gaiola, mas não conseguia encontrar.

Tudo agora dependia da força de João para fugirem dali.
Naquela noite, João se esforçou muito, e acabou conseguindo soltar a grade da gaiola. Tinha ficado bem forte, e a bruxa nem sabia disso.
Os dois correram para se esconder na floresta antes que a bruxa acordasse.
Na luz do dia, conseguiram achar o caminho de casa, e nunca mais voltaram naquele lado da floresta.


MATINTA PERERA, A FEITICEIRA AMAZÔNICA
Existem pessoas para quem a noite se revela como um cenário de mistérios singulares que é ideal para por em prática seus pensamentos. A noite é trocada pelo dia, com todo o fascínio e o terror que pode provocar.
Neste cenário noturno aparece Matinta perera.
Matinta perera é a designação dada a uma pequena coruja, que goza, entre os nativos, da faculdade de transformar-se em gente e pintar o sete, brincando, ralhando, castigando os meninos vadios e mal-criados. Rouba objetos das casas ou os muda de posição e bate nas crianças.
No interior e até mesmo na capital do Amazonas e Pará, a gurizada acredita que a ave ronda as casas na calada da noite, afim de roubar os meninos travessos ou fazer estripulias. Oferecem-lhe então, grande quantidade de tabaco, convidando-a a aceitá-lo.
Mau destino está reservado à pessoa que, pela manhã seguinte é a primeira a entrar na casa em que se faz semelhante convite. Fica encaiporada para o resto da vida, é como se virasse Matinta. Em toda a Amazônia é tida como encarnação de alma penada ou metamorfose de velha malvada a exigir tabaco para o seu cachimbo.

Só pode ser vista, entretanto, por quem cobrir as mãos com um pano preto, pois as unhas humanas são como fogo para ela. Quem quiser vê-la sem ficar assombrado, deve se aproximar da casa onde esta mora, recitar uma oração e dar uma volta na chave. Na manhã seguinte é encontrada sentada à porta, com forma humana.
Nas noites de sexta-feira é maior o temor que inspira.
Fala-se que a tal criatura chegou a matar vários seres humanos.
A Matinta perera pode transformar-se em vários animais como porcos, morcegos e aves e é vista como uma perigosa feiticeira. Segundo a voz do povo, é uma bruxa velha que quando moça cometeu grandes pecados e por isso fica cumprindo o seu fadário. Os fadista são tidos como pessoas que fizeram pacto com o demônio em troca de algum tipo de vantagem e acabaram punidos com um fado como o de se transformarem em animais, durante a noite.

Uma outra versão, nos conta que Matinta é uma velha vestida com uma longa saia negra, que vira carambolas com uma lamparina acesa na cabeça. A chama dessa lamparina se mantém acesa até que a velha se transforme em Matinta. Assombra as pessoas, dando-lhes violentas dores de cabeça ou em todo o corpo. Quando ela está rondando a casa, quem quiser prendê-la, deve espetar uma agulha virgem em um cinto de couro e proferir pequenas orações. A Matinta se prende por ela mesma.
Há outras fórmulas mágicas que permitem "prender" a Matinta Perera. Um deles exige uma tesoura virgem, uma chave e um terço. Cerca de meia noite deve-se abrir a tesoura, enterrar na área, colocar no meio a chave e por cima o terço, após rezam-se orações especiais.
A Matinta perera ficará presa ao local, não conseguindo afastar-se...
Uma forma de espantar a entidade é a de tirar o capuz ou barrete encantado da Matinta perera.

MÃE DO MATO

Este Ser Encantado é encontrado em toda a Amazônia.

Em Curuçá, aqueles que têm o “dom” de ver, a encontram andando a esmo pelos roçados ou florestas devastadas pelo fogo botado pelos caboclos. Quando a queima é proposital, a Mãe do Mato em geral castiga de algum modo o autor, mas, se for para fazer um roçado ela perdoa, mas fica triste pelas árvores mortas.

A Mãe do Mato é vista como uma mulher bonita, loura ou morena, em geral é morena, com os cabelos longos e aparece sentada ou andando pelos roçados, sua saia é longa e encarnada, com sua blusa de mangas longas chama a atenção pela alvura do tecido.

Em Santarém, Juruty e em outros municípios ela aparece com estas características e nunca como afirmam muitos escritores como sendo a Curupira.

(Arerê Bezerra, Amazônia lendas e mitos)

Entendimento do Texto

1. Qual título do texto? E qual o tipo de texto que você leu?

2. Onde A mãe do mato aparece?

3. Quais as características da Mãe do mato?

4. Você conhece outras lendas? Escreva o nome de algumas:

5. Você acredita nas lendas? Diga porque.

6. ­­­­­­­­­­­­­­­No texto aparecem os nomes de 3 municipios. Encontre-os escreva:

7. Na Amazônia existem muitos encantos. Além dos mitos e lendas, existem várias espécies de plantas e animais que estão sendo extintos. O que tem causado a extinção dessas espécies?

8. O que você acha da extinção de animais e plantas nas florestas?

9. Crie e escreva uma frase de preservação do meio ambiente.

10. Desenhe no seu caderno a personagem do texto.

O encanto do Boto

Mariquinha, a moça bela do interior, andava cabisbaixa, triste, com olhar apaixonado, perdido, vidrado em direção ao rio, tudo isso aconteceu desde que pela primeira vez ao longo dos seus 18 anos seu pai Mundico permitiu que participasse da festa que ele organizou para Santo Antônio.

Era sábado 13 de junho, o baile na casa de Mundico esquentava e alegres todos dançavam, bebiam, se divertiam, principalmente Mariquinha que era o alvo da atenção de muitos rapazes.

De repente, eis que surge no meio do salão um belo rapaz, vestido de branco e com chapéu na cabeça, imediatamente Mariquinha ficou encantada e como ele ia em sua direção a fim de tirá-la para dançar, dançaram a noite toda ao som de carimbó, samba de cacete e outros ritmos comuns nos bailes do interior.

Lá pelas tantas da madrugada o rapaz queria ir embora e ela agarrada nele, não deixava.

Continuaram a dança e num dado momento no ritmo quente da dança do lundu se entregaram ao amor. Depois de encantar a donzela o rapaz correu em direção ao rio e Mariquinha enfeitiçada foi atrás dele, para o desespero de todos que conseguiram salvá-la antes que se jogasse no rio.

Daí em diante Mariquinhha passou a ter febre, e adoeceu de amor, seu pai chamou o pajé para desencantá-la, mas não adiantou. Numa bela noite de luar ao avistar o rapaz, a moça correu e se atirou no rio, até hoje nunca mais ninguém a viu, ela foi encantada pelo “Boto”.

Entendimento do texto

1. O texto que você leu é uma lenda. Quais as personagens principais do texto:_____________________________________________________

2. Quem organizou a festa?____________________________________

3. Quais as características do rapaz misterioso da festa?

_____________________________________________________________________________________________________________________________

4. De acordo com o texto marque somente o que é uma dança:

( ) samba de cacete ( ) pajé ( )carimbó

( ) cabisbaixa ( )lundu ( )donzela

5. Como acabou a história?_______________________________________

______________________________________________________________________________________________________________________________

6. Invente outro título para essa história:

_______________________________________________________________

7. O que você achou da história? Dê sua opinião.

____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________

8-Continue a história de onde parou. Pense e tente escrever o que aconteceu com a Mariquinha? O que ela viu quando entrou na água? O que ela ouviu? E como ela estava? Como foi quando ela entrou na água? O feitiço acabou ou continuou? Que tipo de seres ela encontrou? Como termina a história.



OLHO DE BOTO ( NILSON CHAVES-Cantor paraense)

E tu ficaste serena
Nas entrelinhas dos sonhos
Nos escaninhos do riso
Olhando pra nós escondida
Com os teus olhos de rio

Viestes feito um gaiola
Engravidado de redes
Aportando nos trapiches
Do dia a dia e memória
Com os teus sonhos de rio

E ficaste defendida
Com todas as suas letras
Entre cartas e surpresas
Recírio, chuva e tristeza

Vês o pesa da tua falta
Nas velas e barcos parados
Encalhados na saudade
De Val-de-cans ao Guamá

Porto de sal das lembranças
Das velhas palhas trançadas
Na rede de um outro riso
Às margens de outra cidade
Ah, os teus sonhos de rio!

Olho de boto
No fundo dos olhos
De toda a paisagem

SABOR AÇAÍ - Nilson Chaves

Sabor açaí

E PRA QUE TU FOI PLANTADO

E PRA QUE TU FOI PLANTADA

PRA INVADIR A NOSSA MESA

E ABASTAR A NOSSA CASA.

TEU DESTINO FOI TRAÇADO

PELAS MÃOS DA MÃE DO MATO

MÃOS PRENDADAS DE UMA DEUSA

MÃOS DE TOQUE ABENÇOADO.

ÉS A PLANTA QUE ALIMENTA

A PAIXÃO DO NOSSO POVO

MACHO FEMEA DAS TOUCEIRAS

ONDE OXOSSI FAZ SEU POSTO

A MAIS MAGRA DAS PALMEIRAS

MAS MULHER DO SANGUE GROSSO

E HOMEM DO SANGUE VASTO

TU TE ENTREGA ATÉ O CAROÇO

E TUA FRUTA VAI ROLANDO

PARA OS NOSSOS ALGUIDARES

E SE ENTREGA AO SACRIFICIO

FRUTA SANTA FRUTA MÁRTIR

TENS O DOM DE SERES MUITO

ONDE MUITOS NÃO TEM NADA

UNS TE CHAMAM AÇAIZEIRO

OUTROS TE CHAMAM JUSSARA

POE TAPIOCA POE FARINHA D’ÁGUA

POE AÇUCAR NÃO POEM NADA

OU ME BEBE COMO SUCO

QUE EU SOU MUITO MAIS QUE UM FRUTO

SOU SABOR MARAJOARA

SOU SABOR MARAJOARA

SOU SABOR


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